Beato Frei Antônio da Sant'Anna
Galvão
Programa Momentos com Meu
Deus: O Santo da Semana - 17/02/2006

O primeiro Beato brasileiro
Finalmente, a Igreja do Brasil, depois de venerar por quase 500 anos os santos
do mundo inteiro, mereceu também ela, na pessoa de Frei Antônio de Sant’Anna
Galvão, as honras dos altares.
Resumos Biográficos
Nasce em lar cristão
Filho de Antônio Galvão
de França, culto e remediado patrício português que aportou no Brasil em torno a
1730, e de Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros, nascida em
Pindamonhangaba, São Paulo e bisneta do famoso Bandeirante Fernão Dias Pais,
“o caçador de esmeraldas”.
Ambos pertenciam a
famílias profundamente religiosas (católicas) e, depois de terem seus primeiros
três filhos em Pindamonhangaba, mudaram-se para Guaratinguetá onde nasceu em
1738/9 o filho que recebeu o nome Antônio Correa Galvão de França. Foi
batizado na Igreja Matriz da cidade, dedicada a Santo Antônio. O casal teve, ao
todo 10 filhos.
Antônio desejou, desde cedo, seguir a carreira eclesiástica. Queria ser padre e
missionário.
Aos 13 anos
foi encaminhado pelos seus pais para o Seminário dos Jesuítas, em Salvador, BA,
onde se destacou por sua capacidade e aplicação nos estudos. Seu pai, esperto português, desaconselhou-o a
fazer-se jesuíta, embora tivesse sido chamado de “flor da formação jesuítica”
pelos estudos que fez com eles em Salvador, Bahia, pois, naquele tempo, eram
perseguidos pelo Primeiro Ministro português, Marquês de Pombal.
Seus pais eram Terceiros
Franciscanos e Antônio ingressou no Noviciado dos Frades Menores em 1760, aos
19 anos e segundo o costume da época, recebe o nome da padroeira do lugar,
Sant’Ana, passando a chamar-se Antônio de Sant’Ana Galvão.
Dois anos mais tarde,
precisamente no dia 11 de julho de 1762, foi ordenado sacerdote, muito provavelmente, no Convento de Santo Antônio do Largo da Carioca da cidade
do Rio de Janeiro.
A vida de
Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à sua consagração como sacerdote e
religioso franciscano, e por uma devoção particular e uma dedicação total à
Imaculada Conceição, como “filho e escravo perpétuo”.
Não demorou-se muito nesta cidade. Seu destino era São Paulo a quatrocentos
quilômetros do Rio. Para lá se dirigiu o recém ordenado padre, com pouco mais de
24 anos. Merece registro o que reportam os relatos da época: foi a pé! Aliás,
sabe-se, com certeza, que fez este trajeto a pé pelo menos duas vezes durante
sua vida. Era a forma que escolhia para ir evangelizando as populações ao
longo do Rio Paraíba.
Frei Galvão logo começou a dar sinais de santidade e, como provam documentos e
relatos de sua época, deixava transparecer diversos dons especiais como: a
bilocação; a telepatia, a premonição, a clarividência a levitação, a
telepercepção etc. Esses dons, concedidos por Deus, fazia questão de usá-los
sempre em benefício do próximo, nunca procurando deles tirar proveito próprio.
Muitos e muitos prodígios e milagres foram constatados e relatados durante toda
a vida desse humilde franciscano.
O instrumento franciscano de
paz
Quando chegou a São Paulo, a atual metrópole de 15 milhões de habitantes era uma
esquálida vila de apenas 3.852 moradores. Frei Galvão deve ter sido, nesta
esquecida cidadezinha, uma figura proeminente e logo foi ocupando cargos e
ministérios. O livreto “Louvores a Frei Galvão” o descrevem como “astuto
conforme o Evangelho”, “instrumento franciscano de paz”, “místico e fecundo
na ação”, “testemunho do trabalho”, “porteiro e fiel acolhedor”.
Amparava as três Ordens
franciscanas e empenhou quase toda a sua vida a construir o Mosteiro da Luz,
onde teve lugar a fundação das Irmãs Franciscanas Concepcionistas em
homenagem à Imaculada Conceição de Nossa Senhora.
Tendo terminado seus
estudos em 1768, aos 30 anos, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e
responsável pela portaria do Convento de São Francisco em São Paulo. Mas ele
queria mais, muito mais, e isto foi sua glória e sua cruz.
Foi membro da 1ª Academia de Letras de São Paulo.
O capitão Geral da
Comarca, Dom Luís, Governador da Capitania e homem profundamente culto e
religioso, resolveu criar uma Academia de Letras, que incluía a presença de Frei
Galvão. Itu, Sorocaba, cidades do Vale do Paraíba foram visitadas pelo pregador
franciscano, insigne por sua sabedoria e eloqüente em sua retórica.
As Visões de Madre Helena: Fundação do Mosteiro
da Luz
Em 1769/ 70
foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas
de Santa Teresa", em São Paulo. Neste Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria
do Espírito Santo (biogr.44), religiosa de profunda oração e grande penitência
que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo
Recolhimento.
Frei Galvão,
por prudência, a princípio negou sua aprovação. Com a insistência de sua
penitente, examinou a questão, consultou-se com vários eclesiásticos.
Jesus
apareceu a Madre Helena novamente, mostrando-se como o Bom Pastor, rodeado de
muitas ovelhas, umas nos ombros, outras nos braços, outras procurando subir-lhe
pelo corpo e disse-lhe: "Eis aqui estas minhas ovelhas que procuram um
aprisco para se recolherem e não o encontram, pois, vós podendo, não quereis
subministrar-lhes um, fundando um convento em cumprimento de minha vontade" (Maristela, p. 52).
Frei Galvão,
convencido que era realmente vontade Deus, procurou com todos os meios as
permissões necessárias, mesmo em meio às sérias restrições a que todas as ordens
religiosas estavam submetidas pelo governo Real português.
Desde 1764 o
Marquês de Pombal, perseguindo a Igreja, proibia às ordens de receber noviços e
realizar novas fundações, com o objetivo de extingui-las. Proibidos os Conventos
de Ordens religiosas, tolerava-se, em regime de exceção, um ou outro
Recolhimento, onde senhoras piedosas se reuniam para viver retiradas, sem emitir
oficialmente os votos religiosos.
Com o apoio
irrestrito do devoto Capitão-general de São Paulo (o que eqüivale ao título de
governador), Dom Luís Antônio de Souza Botelho e Mourão, o Morgado de Mateus,
foi realizada a fundação a 2 fevereiro de 1774, dia de Nossa Senhora da Luz, mas
não segundo os moldes da Ordem Carmelita, como desejava Madre Helena. O novo
bispo, Dom Manuel da Ressurreição, franciscano, decidiu que ele se conformaria à
ordem das Concepcionistas. Madre Helena foi constituída regente e mestra de suas
primeiras oito filhas espirituais: essa obra desejada por Cristo estava, assim,
iniciada!
O conventora paupérrimo, estreito e mal provido de qualquer recurso material. Nele
abundava porém a consolação divina! Viviam felicíssimas as irmãs, em meio a
muitas austeridades, embora muitas delas proviessem de famílias ricas da
Capitania de São Paulo.Então, de improviso uma provação se abate sobre elas:
apenas um ano e vinte dias depois de fundado, morre Madre Helena! Sofrera por
oito dias fortes cólicas, descrição que faz suspeitar ter sido vítima de
apendicite aguda. Conta-nos
Beato Frei Galvão
Frei Galvão, ouvindo também o parecer de pessoas sábias e esclarecidas,
considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente
fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador.
Em 23 de
fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu improvisamente.
Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas, missão que exerceu
com humildade e grande prudência
Os restos
Mortais de Madre Helena estão guardados na clausura do
Mosteiro da Luz em São Paulo, que pretende iniciar a causa de Madre Helena
depois que for encerrada a do Beato Frei Galvão
Conheça a
vida de Madre Helena do Espírito Santo:
http://santosdobrasil.org/?system=news&action=read&id=212&eid=225
Sofreu
perseguições
O que Dom Luís teve de amigo, seu sucessor, Dom Martim Lopes, foi de espinho.
Para agradar seus chefes imediatos que eram declaradamente anti-clericais, Dom
Martim ordenou o imediato fechamento do Recolhimento da Luz, obra que vinha
ocupando as forças e o engenho construtor de Frei Galvão e cujos benefícios já
se faziam sentir na vida dos habitantes de São Paulo. Mas o clamor popular foi
mais forte e o Governador teve que voltar atrás, pela primeira vez.
Mas houve uma segunda que ocorreu quando o filho do Governador se envolveu numa
bebedeira e brigou com um soldado chamado Caetaninho que o feriu. O pobre
soldado foi condenado à morte, o que revoltou a população e encontrou em Frei
Galvão o advogado forte que o caso precisava. Como o Governador era maldoso,
acabou expulsando o frade da cidade que se prontificou em obedecer, sem reagir.
Mais uma vez o povo que tanto já o reverenciava, o salvou e o decreto foi
revogado, podendo Frei Galvão permanecer na cidade.
Devido ao
grande número de vocações, o Servo de Deus se viu obrigado a aumentar o
recolhimento. Durante 14 anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros
14 para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802.
Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até
pedreiro! A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da
Humanidade" pela UNESCO. Frei Galvão, além da construção e dos encargos
especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o
melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e
mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de vida interior e de
disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor
manifesta a sua personalidade.
Fatos Extraordinários:
Os biógrafos
se esmeram em narrar não apenas testemunhos da virtude de Frei Galvão, mas
também fatos extraordinários, que são sinais de que Deus se servia do seu servo
para realizar maravilhas. O extraordinário, na vida de alguém, não é necessário
sinal de santidade; muitos Santos nada fizeram de portentoso. Como quer que
seja, a título de informação, referiremos, a seguir, alguns episódios que a voz
do povo e a historiografia transmitem ao estudioso contemporâneo.
Dom de
ciência:
Residia em
ltu/SP, um escravo liberto que, ficando doente, fez promessa de levar a Frei
Galvão uma vara de frangos caso sarasse, o que de fato ocorreu. Por essa razão,
amarrando as aves em uma vara, pôs-se a caminho.
Aconteceu
que, no meio da jornada, três frangos lhe escaparam. Recolheu facilmente dois. O
terceiro, um carijó, fugiu velozmente, irritando o velho, que gritou impaciente: "Volta, frango do diabo!". Nesse momento, entrando em uma
moita de espinhos, o frango se deixou apanhar. Após a caminhada, o liberto foi
alegremente entregar seu presente ao Frade. Frei Galvão o recebeu com muita
alegria que aceitou todas as aves, menos o frango carijó:
- Porque não
o quer? Perguntou o homem.
"Porque, este frango, já o deste ao diabo!",
respondeu Frei Galvão.
Acalma a
tempestade
Aconteceu em
Guaratinguetá. Frei Galvão apenas iniciava seu sermão quando se formou grande
tempestade. Quando viram que a tormenta desabava, muitos fiéis pensaram em se
retirar. Lendo seus pensamentos, Frei Galeão disse-lhes que ficassem,
pois nada sofreriam. De fato, o temporal que assolou a cidade, não caiu sobre o
Largo da Matriz, onde todos "puderam acabar de ouvir a prática que, como
sempre, produziu grandes frutos para as almas".
Frei Galvão, grande Taumaturgo da
Igreja:
Passava,
pela alta madrugada, por uma das principais ruas de São Paulo um cavaleiro que
viajava para um lugar das vizinhanças da cidade. Fazia muito frio e garoava,
achando-se a rua absolutamente deserta e as casas totalmente às escuras ainda.
Com a maior surpresa viu o cavaleiro a Frei Galvão, sentado à soleira da
porta de entrada de uma casa. Deteve a montaria a indagar, curioso, se o
franciscano estava a caminho do Mosteiro da Luz, trajeto que habitualmente fazia
a pé. Ofereceu-lhe o cavalo, propondo-se a acompanhá-lo até o Recolhimento,
fazendo-lhe ver que ele se arriscava a adoecer, imobilizado como estava sob tão
áspera temperatura e sob a garoa.
Agradeceu
Frei Galvão a oferta, dela declinando. Precisava demorar-se onde estava, tendo
para tanto motivos.
Não insistiu
o cavaleiro e seguiu viagem. Dela voltando, soube do fato que impressionara
muito a cidade, e fê-lo estremecer. Fôra, pela manhã alta, encontrado morto em
sua própria cama, um homem rico que vivia solitário, era avarento e praticava a
agiotagem.
Era
exatamente o morador do prédio a cuja soleira vira o cavaleiro, assentado, Frei
Galvão. Pelo exame procedido no cadáver do agiota, verificou-se que deveria ter
falecido muitas horas antes, de uma angina pectoris ou acidente cardíaco
qualquer.
Frei Galvão e o dom da bilocação:
1-
"Quando Frei Galvão residia em São Paulo, havia ali um soldado seu penitente.
Este foi mandado ao Rio Grande do Sul, para onde se mudou com sua família.
Passados alguns anos, caiu este militar gravemente doente e a família insistiu
para que recebesse os santos Sacramentos, mas ele recusou. Só se fosse por
intermédio de Frei Galvão. Não sabiam como, mas o Servo de Deus ali apareceu
e ouviu a confissão de seu penitente, que veio a falecer dois dias depois" (Ortmann, lnquirições. Narração de D. Carolina Galvão, 1847-1950).
2- Foi por
volta de 1810. Capataz de uma monção que vinha de Cuiabá, abicada à noitinha em
Potunduba, à margem do Tietê (município de Jaú), Manoel Portes, que havia
chicoteado um membro de sua flotilha, foi por este mortalmente apunhalado.
Sentindo-se perdido, invocou Frei Galvão, para se confessar, tendo as
tripulações, atônitas, presenciado a chegada do frade àquele local deserto.
Aproximando-se do agonizante ouviu as suas últimas palavras, absolveu-o e
desapareceu de relance, deixando a todos estarrecidos. Nesse mesmo momento,
Frei Galvão, que pregava numa igreja em São Paulo, interrompera a prática para
pedir à assistência que com ele orasse pela salvação da alma de um cristão que,
longe dali, estava agonizando. Uma capela memoriza esse episódio, sendo um
centro de devoção a Frei Galvão.
3- Em uma
fazenda, distante léguas de São Paulo, uma mulher, gravemente enferma em
melindroso parto, clamava por Frei Galvão. Seu marido acorreu ao Mosteiro da
Luz, à procura do Frade, que se achava, no entanto, de viagem ao Rio de Janeiro.
Retornando à fazenda, ele se surpreendeu ao encontrar a esposa livre de todo
perigo, estando muito grata a Frei Galvão que, durante a noite, a ouvira em
confissão;... isso foi o bastante para que se normalizasse seu estado. O homem partiu então para o Rio de Janeiro para agradecer ao Frade. Lá, foi
informado pelo Guardião do Convento: "Frei Galvão não arredou pé daqui".
Interrogado a respeito, Frei Galvão respondeu: "Como se deu, não sei; mas a
verdade é que naquela noite lá estive".
As pílulas de Frei Galvão:
Era também
procurado para a cura, em tempos em que não havia
recursos e ciência médica como hoje. Numa dessas ocasiões inspirado por
Deus, por não poder abençoar todos os doentes pessoalmente, Frei Galvão escreveu
em um pequeno papel, uma jaculatória a Nossa Senhora. Enrolou-a em forma de
pílulas e mandou que as dessem aos doentes.
Escreveu a
seguinte frase em latim do Ofício de Nossa Senhora, dizia assim: Post partum
Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis”. (Depois do
parto, ó Virgem, permaneceste Intacta. Mãe de Deus intercede por nós).
Cura um enfermo dos rins com
risco de morte:
O primeiro
beneficiado foi um jovem que estava quase morrendo por fortes cólicas renais.
Após ingerir a pílula imediatamente cessaram as dores e ele expeliu um grande
cálculo.
Cura de uma parturiente:
Logo veio um
senhor pedindo orações e um 'remédio' para a mulher que estava sofrendo em
trabalho de parto, passava a hora da criança nascer e não conseguia dar a luz..
Frei Galvão fez novamente uma pilulazinha, e a criança nasceu rapidamente. A
partir daí teve que ensinar as irmãs do recolhimento a confeccionar as pílulas e
dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje. É interessante ver na
imensa relação de graças alcançadas por intermédio de Frei Galvão, no Mosteiro
da Luz, que, embora cerca de 60 a 70% das graças sejam relacionadas a cura de
câncer, um grande número de graças refere-se a problemas por cálculos renais,
gravidez e parto, ou casais que não conseguiam ter filhos e foram atendidos.
Devido ao
fato de ter salvo a parturiente e a criança e a jaculatória referir-se à parto,
Frei Galvão passou a ser considerado pelo povo como “patrono das
parturientes”. As pílulas podem ser encontradas no Mosteiro da Luz em São
Paulo e no Mosteiro da Imaculada Conceição em Guaratinguetá.”
O Milagre que deu a Frei Galvão a Beatificação:
Na tenra
idade de quatro anos, padecendo de hepatite aguda do tipo A, Daniella Cristina
da Silva, desenganada, foi internada na U.T.I., em fase terminal da doença.
Diante desse quadro, seus pais e uma tia, cheios de fé, decidiram entregar a
menor à proteção de Frei Galvão, ministrando-lhe suas pílulas e iniciando
fervorosa novena ao venerável santo.
Vencendo a
hepatite aguda A, uma broncopneumonia, uma parada cardio-respiratória,
meningite, faringite e dois episódios de infecção hospitalar com paralisação dos
rins e do fígado, Daniella, semanas mais tarde, correu e brincou; teve alta do
hospital, já completamente curada "Atribuo à intervenção divina não só a
cura da doença, mas a sua recuperação geral", afirmou seu médico
assistente.
A Deus seja
dada glória e gratidão pelo que fez em seu servo Frei Galvão. Todo santo tem
tríplice significado para os fiéis catolicos, pois suscita:
a)
adoração e louvor a Deus por ter feito maravilhas em seus Santos ou por ter feito frutificar nos Santos
os méritos de Cristo. O culto aos Santos é sempre relativo a Deus e a Cristo ou
é sempre teocêntrico e cristocêntrico. Nos Santos contemplamos obras-primas da
graça adquirida por Cristo.
b)
Súplica... Pedimos
que, pela intercessão dos Santos, amigos de Deus já existentes na glória, o Pai
nos conceda os dons necessários para que possamos unir-nos a eles, na
bem-aventurança final ou na Jerusalém celeste.
c)
Estímulo a imitarmos os Santos. Se eles conseguiram ser heroicamente fiéis a Cristo, por que não o conseguirão
os demais cristãos, ainda peregrinos na terra? Entre os Santos há homens e
mulheres, jovens e anciãos, clérigos e leigos, virgens, celibatários e casados,
ricos e pobres, doutos e indoutos... Esta variedade mostra que a santidade pode
(e deve) ser cultivada em qualquer vocação que Deus dê à criatura.
Parte da Homilia do
Papa João Paulo II, quando da Cerimônia de Beatificação
«O Senhor me
assistiu e me deu forças, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho
fosse plenamente proclamada» (2 Tm 4, 17).
Esta
mensagem de S. Paulo a Timóteo reflete bem a vida do Frei Antônio de
Sant'Anna Galvão, que quis corresponder à própria consagração religiosa,
dedicando-se com amor e devotamento aos aflitos, aos doentes e aos escravos da
sua época no Brasil.
Demos graças
a Deus pelos contínuos benefícios outorgados pelo poderoso influxo evangelizador
a que o Espírito Santo deu vida até hoje em tantas almas através do Frei Galvão.
Sua fé genuinamente franciscana, evangelicamente vivida e apostolicamente gasta
no serviço ao próximo, servirá de estímulo para o imitar como «homem da paz e
da caridade ». A missão de fundar os Recolhimentos dedicados a Nossa Senhora
e à Providência continua produzindo frutos surpreendentes: ardoroso adorador da
Eucaristia, mestre e defensor da caridade evangélica, prudente conselheiro da
vida espiritual de tantas almas e defensor dos pobres. Que Maria Imaculada, de
quem Frei Galvão se considerava «filho e perpétuo escravo», ilumine os corações
dos fiéis e desperte a fome de Deus até à entrega ao serviço do Reino, mediante
o próprio testemunho de vida autenticamente cristã.
No dia 25 de outubro de
1998, o Papa João Paulo II beatificou a FREI GALVÃO, oficializando-o como o
primeiro beato brasileiro e reconhecendo-lhe publicamente “o grau heróico de
virtudes”. A partir deste dia, todos os seus devotos podem rezar e
invocá-lo:
“Beato Frei Galvão,
rogai por nós!”
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/homilies/1998/documents/hf_jp-ii_hom_25101998_beat_po.html
Novena e Pílulas
Oração: Pai Santo, fiel remunerador daqueles que, nesta vida de exílio, buscam e
trabalham para que em vida se cumpra a vossa vontade santíssima, pedimos
humildemente a glorificação do Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão,
concedendo-lhe socorrer a todos os que em suas necessidades, cheios de
confiança, solicitarem a intercessão do "homem da paz e da caridade" e do filho
devoto da Imaculada Conceição. Isto vos pédimos para a vossa maior honra e
glória, por Cristo Nosso Senhor. Amém.
(Pai-nosso, Ave-Maria, Glória)
Novena à Santíssima Trindade: Santíssima Trindade,
Pai, Filho e Espírito Santo,eu vos adoro, louvo e vos dou graças pelos
benefícios que me
fizestes. Peço-vos, por tudo o que fez e sofreu vosso Servo, Frei
Antônio de Sant'Anna Galvão, que aumenteis em mim a fé, a
esperança e a caridade, e vos digneis conceder-me a graça que
ardentemente desejo. Amém. (1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai).
Testemunhos de graças recebidas através da intercessão de Frei Galvão: http://www.santosdobrasil.org/?system=news&action=read&id=244&eid=235
Não deixe
de ler o livro “Novena com as pílulas do Beato Frei Galvão” e para Para
conseguir as Pílulas, acesse: http://www.santosdobrasil.org/?system=news&eid=227
Milagre
reconhecido pode tornar Frei Galvão primeiro santo brasileiro
SÃO PAULO,
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- Com o reconhecimento de uma
junta médica italiana de milagre atribuído à intercessão Frei Galvão
(1739-1822), o religioso pode se tornar o primeiro santo nascido no Brasil.
«Eu só posso dizer que foi aprovado o milagre. É um caso bonito. Vamos aguardar.
Vocês vão ver que vai ser um caso muito bonito», afirmou essa quinta-feira Irmã
Cláudia Hodecker, da Ordem da Imaculada Conceição, que trabalha no processo de
canonização.
Segundo a Irmã, agora é preciso que um grupo de teólogos, cardeais e o próprio
Papa assinem ratificando a canonização. Essa resolução poderia levar três meses.
A postuladora da causa de Frei Galvão é Irmã Célia Cadorin, a mesma responsável
pelo processo que levou aos altares em 2002 Madre Paulina (1865-1942), que
nasceu na Itália mas atuou no Brasil, cujo santuário se encontra em Nova Trento
(Estado de Santa Catarina, sul do país).
Fonte: www.zenit.org
Fontes de Pesquisa:
http://www.santosdobrasil.org/?system=news&eid=215
http://www.santosdobrasil.org/?system=news&action=read&id=329&eid=142
http://www.arquidiocese.org.br/paginas/v041298.htm
http://www.redemptor.com.br/site/index.php?id_pagina=335
http://www.veritatis.com.br/print.asp?pubid=2115
Programa exibido em
17/02/2.006 – O Santo da Semana – 94,5 FM.
“Com muita simplicidade,
mas elevado espírito de devoção realizamos estas pesquisas e realizamos este
Programa, com desejo de que por nossa Mamãe Maria Santíssima, surja o desejo em
muitos corações brasileiros de imitar ao Beato Frei Galvão, no amor à Jesus
Eucarístico, à Imaculada Conceição, e no serviço aos pequeninos de Jesus.
Sinto particularmente uma
alegria e gratidão a Deus, por nos dar um Santo tão próximo de nós, que pisou
nossa terra ( Vale do Paraíba – Pindamonhangaba), que amou e ensinou nossa o
jeito simples de amar Jesus nosso Senhor”.
José Alexandre Faria –
Projeto Crescer
Fale conosco: contato@projetocrescer.net