São Bento de Nursia
Programa “Momentos com meu Deus “O Santo da
Semana” – Apresentação: 11/11/2005
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480-547
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Abade, Patrono da Europa e Patriarca do
Monaquismo Ocidental.
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Lema: "Ora e trabalha" -> Latim: “Ora e Labora”
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Representado pelos símbolos do arado e da cruz.
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Festa: 11 de julho.
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Etimología: Benito: "bendecido"
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Bento: “abençoado”
Bento nasceu e cresceu em uma nobre família em Nursia na Itália, no ano 480.
Esta região da Itália é a que mais tem dado santos para a Igreja.
Quatro antes de seu nascimento, o bárbaro rei dos Hérculos matou o último
imperador romano, pondo fim a séculos do domínio de Roma sobre todo o mundo
civilizado.
Diante de uma forte crise de valores, Deus tinha planos para a fé cristã e a
cultura, para que não se apagasse. São Bento será o que começa o Monaquismo
no ocidente. Os Monastérios se convertem em centros de fé e cultura.
(*) Um dos motivos que levou o Papa atual Bento XVI, sucessor de João
Paulo II, a escolher o nome Bento, é exatamente o desejo de ver uma Europa
renovada, diante da atual crise de valores em que vive.
Bento tinha por irmã gêmea, Santa Escolástica, que viveu em odor de
santidade, que consagrou-se a Deus desde sua infância, vivendo uma vida de
completa entrega a Deus.
Foi mandado para Roma para estudar Retórica e Filosofia entre os 13 e 15 anos
de idade, mas desiludido com a vida na grande cidade, devido a crise de valores
da época, a civilização estava quase que reduzida a barbáire.
A Igreja enfrentava grave crise, cismas ocorrendo, cidades e países
desolados pela guerra, a pilhagem, pecados dos mais vergonhosos, principalmente
entre os cristãos. Não existia um só soberano, legislador ou qualquer
autoridade, que não fosse um herege ou um pagão. Nas escolas, nos colégios, nas
famílias os jovens e crianças imitavam o comportamento pecaminoso dos pais.
Bento temendo contaminar-se destes pecados retira-se de Roma.
Vai para Enfilde (atual Affile), para dedicar-se aos estudos e praticar uma
vida de rigorosa discilina ascética. Não satisfeito desta relativa solidão, aos
20 anos se desloca para o Monte Subiaco sob a guia de um ermitão passando a
morar em uma caverna. Três anos depois vai ficar com os monges de Vicovaro, que
não durou muito, pois não se adaptou ao modo de vida deles, achava muito ameno
para suas pretenções.
Bento começa a definir sua regra de vida.
Em busca de completa solidão, Bento partiu uma vez mais para as colinas e
chegou a um lugar chamado Subiaco, era uma região rechosa e agreste, lá se
encontrou com um ermitão chamado Romano, ao qual abriu seu coração, explicando
seu desejo de viver como ermitão. Romano vivia em um Monastério próximo dali, e
com muito zelo acolheu aquele jovem de boas intenções. Deu-lhe um hábito e
conduziu-o a uma caverna, cujo acesso era muito difícil e perigoso.
Nesta desolada caverna passou três anos de sua vida, ignorado por
todos, menos Romano, que guardou segredo de onde estava o jovem Bento.
O Papa São Gregório, que veio a escrever a primeira biografia de São Bento,
narra que depois destes três anos de solidão o primeiro forasteiro a encontrá-lo
foi um Sacerdote.
Este Sacerdote estava preparando um delicioso almoço no domingo da
Ressurreição quando ouvio uma voz que dizia a seus ouvidos: “Estás a preparar
um delicioso prato, enquanto meu servo Bento padece de fome”. O Sacerdote
imediatamente se pôs a procurar nas proximidades onde poderia estar Bento. Com
muita dificuldade encontrou-o, conversou com ele sobre Deus e das coisas
celestiais e o convidou a comer, pois era dia de Páscoa e não haveria razão de
jejuar. Bento que havia perdido a noção de tempo, aceitou e comeu com o
Sacerdote. Mais tarde foi um grupo de camponeses que descobriram o Santo e se
impressionaram com a vida que levava naquela caverna, longe de tudo e de todos.
Espaharam que lá havia um santo homem e então começaram muitas pessoas a
recorrer ao santo para lhe pedirem conselhos e instruções.
Ainda vivia apartado do mundo, padeceu muitas tentações no deserto por parte
do demônio, algumas delas descritas por São Gregóriio: “Certo dia, quando estava
só, se lhe apresentou o tentador, na forma de um pássaro negro, vulgarmente
chamado mirlo, começou a voar ao redor de sua cabeça, tão próximo que chegava
quase a tocá-lo. O santo fez o sinal da cruz e o pássaro desapareceu. Mas o
espírito maligno lhe pôs na imaginação uma tentação carnal, onde se recordava de
uma certa mulher que havia conhecido muito tempo atrás, inflamando seu coração
de desejos. Bento pensou seriamente em abandonar a solidão, mas ajudado pela
graça divina, encontrou a força de que necessitava para enfrentar as tentações.
Percebendo próximo de si um espinheiro, revestiu sua roupa com tais espinhos e
pos sobre o corpo, ferindo-o dom intensidade. Dedicou-se a oração e ao jejum, e
as feridas do corpo ajudaran-no a sanar as feridas da alma”
Próximo àquele lugar em Vicovaro, havia uma abadia, cujo abade havia morrido.
Os monges sem um líder espiritual, sem um mestre, recorrem a Bento para que
fosse assisti-los e dirigi-los. No inicio recusou São Bento
dizendo aos monges que o modo de vida deles não coincidia com o seu. Mas os
monges lhe importunaram tanto que acabou por ceder e regressou com eles
aceitando o cargo de conduzi-los.
Tentam envenená-lo
São Bento queria que os monges tivessem uma vida austera com penitências,
jejuns, e nas cavernas. Mas alguns monges somente queriam o “ora” e fugiam
do “labora”, e então alguns se revoltaram tanto que colocaram veneno em sua
taça de vinho afim de acabar com a vida do Santo.
Deus revelou à São Bento que o vinho estava envenenado, então fez ele a
seguinte oração:
“Se é o mal que me ofereces, bebe tu mesmo teu próprio veneno”, fez o
sinal da cruz, e a taça se rompeu em pedaços, então disse com muita
tristeza: “Deus os perdoe irmãos. Por que haveis planejado esta perversa ação
contra mim? Não disse que meus costumes não estavam de acordo com os seus? Ide
e encontrem um abade a vosso gosto, por que depois disto não posso mais ficar
com vocês”. No mesmo dia retornou para sua solidão para dar seguimento a
Obra de Deus, que preparava durante os anos que vivia ocultamente.
Começaram outras pessoas a se reunirem em volta do Santo, desejando serem
seus discípulos, atraídos por sua santidade e poder milagroso de Deus que o
acompanhava.
São Bento sentiu no coração que deveria reunir as pessoas em torno de si, e
fazer daquela caverna e formar um “Aprisco do Senhor”, com muitas e
diferentes famílias de santos monges dispersos em vários Monastérios e regiões,
afim de fazê-los um só rebanho, segundo o coração de Deus, para uni-los e
liga-los com laços fraternos, na casa de Deus, debaixo de uma observância
regular e em permanente louvor a Deus”.
Funda o Monastério de Monte Cassino
Então com grupo de jovens, entre ele Plácido e Mauro, funda seu primeiro
Monastério na Montanha de Cassino em 529. Fudou numerosos Monastérios,
Centros de Formação e Cultura, importantes principalmente para propagar a fé
naqueles momentos de crises.
Colocou todos que desejavam obedecê-lo em doze Monastérios, feitos de
madeira, cada qual com seu superior. São Bento tinha total direção sobre seus
monges.
Até aí não havia uma regra escrita, os monges seguiam a vida e o exemplo
de São Bento e assim os monges foram aprendendo a vida religiosa. Romanos e
bárbaros, ricos e pobres, se colocavam a disposição do Santo, que não fazia
distinção de pessoas, classe social, ou nacionalidade. Depois vieram muitos pais
que confiavam-lhe seus filhos para serem educados e preparados para a vida
monástica.
São Bento amável para com todos: “Ora e labora”
Um destes rudes homens foi recebido por São Bento, que recebeu o hábito e se
pôs a trabalhar. Estava limpando a beira de um lago, quando de repente a enxada
desprendeu do cabo e se perdeu dentro da água. O homem de repente ficou
frustrado por ter perdido a ferramenta de trabalho. No mesmo instante percebeu
São Bento o ocorrido, tomou o cabo da enxada e o mergulhou na água, trazendo a
enxada de volta já preza ao cabo. Devolveu ao irmão e disse-lhe: “toma
prossegue teu trabalho e não se preocupe”.
São Bento se levantava às duas da manhã todos os dias para recitar os
salmos. Passava horas rezando e meditando. Dedicava também horas do dia a
trabalhos manuais, imitando a Jesus Cristo. Via no trabalho como algo
honroso, um caminho de santidade, e a todos. Sua alimentação era vegetariana
e fazia jejum diariamente, sem comer nada até a tarde. Recebia a muitos e
dava-lhes direção espiritual.
Era famoso por seu trato amável para com todos.
Salvo do Envenenamento
Vivia nas proximidades um Sacerdote chamado Florêncio, que vendo o bom êxito
dos trabalhos de São Bento, por inveja tentou arruína-lo de toda forma com
calúnias, não tendo êxito mandou uma pastel envenado para o Santo, que
súbitamente foi tirado de sua mão por um grande corvo, evitando assim que se
envenasse.
Percebendo a determinação deste Padre em destruí-lo, e temendo que com suas
investidades pudesse prejudicar o caminho de santidade de seus irmãos. São Bento
retirou-se para a solidão em Monte Cassino. Nesta época se dedica a pregar para
as pessoas da região que mantinha ainda diversos comportamentos pagãos. Muitos
ofereciam sacrificos a Apolo, inclusive tinham um templo onde se reuniam. São
Bento após jejuar 40 dias, pregou par àquelas pessoas levando-as à conversão.
Destruí o templo pagão e em seu lugar construiu uma Igreja.
Mais uma vez as pessoas recorrem a São Bento que
escreve sua regra para todos àqueles que desejavam viver renunciando suas
próprias vidas e tomando sobre si: “a forte e brilhante obediência armadura da
obediência para lutar sob a bandeira de Cristo, nosso verdadeiro Rei” e
prescreve uma vida de oração litúrgica, estudos (leituras sagradas) e trabalhos
sociais em uma comunidade sob a direção de um pai comun.
Não há registros de que São Bento tenha sido
Sacerdote, dizia: “Penso em
proporcionar uma escola para o serviço do Senhor”, projetada para os
principiantes.
Conta-se que um ermitão
que vivia próximo a Monte Cassino, certa vez se acorrentou a uma pedra, então
São Bento lhe enviou um mensagem que dizia: “Se sois verdadeiramente um servo de
Deus, não se acorrente com ferro, mas sim com as correntes de Cristo”.
A grande visão que São Bento contemplou como um
raio de sol, que iluminava todo o mundo pela luz de Deus, resume toda a
inspiração de sua vida e de sua regra. O Santo abade, longe de limitar seus
serviços aos que queriam seguir sua regra, estendeu seus cuidados a todos que o
desejasse. Ressuscitou mortos, curou todo tipo de enfermidade, consolava os
tristes, dava esmolas e alimento aos pobres. Quando a Companhia sofria de
fome terrível, doou todas as provisões, com excessão de 05 pães. “Não tens
bastante agora”, disse a seus monges, notando sua consternação, “porém amanhã
tereis de sobra”. No dia seguinte duzentos sacos de farinha foram depositados às
portas do Monastério.
Pleno do Espírito Santo
São Bento
foi agraciado com inúmeros dons: cura, milagres, profecias, conseguia ler os
pensamentos, ciência, etc...
Seu grande amor e sua força foram a Santa Cruz
com a qual fez grandes e muitos milagres. Foi um poderoso exorcista. Para
submeter os espíritos malignos exercia este dom utilizando como Sacramental a
famosa Cruz de São Bento (ver abaixo).
Diariamente se punha em oração e meditação, mas
antes sempre se dedicava ao trabalho, fazendo dele também uma oração...
Certa vez um nobre recém admitido no Monastério de
Monte Cassino surpreendeu a São Bento chorando, e lhe indagou o por que, e o
santo lhe respondeu que “Deus Todo Poderoso em seus desígnios havia permitido
que aquele lugar fosse tomado pelos pagãos e destruído, com dificuldades
consegui obter misericórdia para suas vidas”. A profecia se cumpriu quarenta
anos depois quando a abadia de Monte Cassino foi destruída pelos lombardos.
Sinais e Milagres
Certa vez quando construíam o Monastério,
o demônio que sempre o tentava a desisitir
de sua obra, fez cair um grande muro de pedra sobre um dos monges que ali
trabalhava esmagando-lhe totalmente o corpo. São Bento pediu que o removessem, e
o fizeram colocando o monge esmagado em um lençol, São Bento orou fez Sinal da
Cruz e aos poucos o moço foi tendo seu corpo regenerado até ficar completamente
são.
A pedra que não se movia
Havia ali também quando da construção uma
enorme pedra, que serviu de altar para
sacrifícios ao deus pagão Apolo, tentavam os monges remove-la, mas não
conseguiam. Chamaram São Bento, que percebeu que a pedra era segurada por
demônios. O Santo ordenou que se retirasse, fez o Sinal da Cruz e os demônios
fugiram...
Salva da morte São Plácido
Numa certa ocasião aconteceu que um menino chamado
Plácido (mais tarde São Plácido), foi buscar água no rio, e acabou por cair
nele. São Bento, estava no interior do Mosteiro rezando e foi avisado em visão.
Imediatamente chamou um monge que estava próximo: “Irmão Mauro, vai depressa ao
lago por que o menino Plácido caiu nele”. O monge respondeu que não sabia nadar,
mas São Bento disse-lhe que confiasse em Deus e não duvidasse de sua fé. O monge
fez como ordenara São Bento, e andando sobre a água, como se fosse terra firme
pode salvar a vida de Plácido. Após recobrar-se do susto o menino disse que
quando estava o Irmão Mauro, sobre as águas, na verdade ele via a São Bento indo
salva-lo. Este fato é narrado pelo próprio Irmão Mauro, mais tarde São Mauro,
São Gregório e está em A vida de São Plácido.
Santa Escolástica irmã gêmea de São Bento
testemunha o poder de Deus...
Muitas pessoas perturbadas e possessas por
espíritos maus, foram libertas por São Bento. Quando São Bento ordenava que os
espíritos saíssem, quando não obedeciam, ele esbofeteava a pessoa ou a tocava
forte com o cajado, mas quem sentia o golpe era o demônio. Sobre isto comenta
Santa Escolástica, que por duas ocasiões viu que após alguns golpes os
espíritos deixavam as pessoas como se tivessem levado uma bruta surra.
São Bento socorre um homem endividado
Certa ocasião, um homem fiel, premido pela necessidade de pagar uma dívida,
convenceu-se de que somente conseguiria achar remédio para sua situação se
apelasse ao São Bento e lhe expusesse a necessidade que o afligia. Foi, pois, ao
mosteiro, encontrou o servo de Deus e lhe expôs as importunas cobranças que
sofria, por parte de seu credor, por doze soldos que lhe devia. O venerável Pai
lhe respondeu que não tinha os doze soldos, mas consolou-o em sua pobreza com
estas palavras: "Vai e dentro de dois dias retorna aqui, porque hoje me falta o
que quereria dar-te". Durante esses dois dias esteve ocupado na oração, como era
seu costume. Quando no terceiro dia voltava o homem aflito com a dívida,
encontraram-se inesperadamente 13 soldos sobre a arca de trigo do mosteiro. O
homem de Deus entregou-os ao necessitado, dizendo-lhe que pagasse os doze soldos
e ficasse com um para outras despesas que tivesse.
Cura de envenenamento
Um homem sentia mortal inveja de seu inimigo, e
chegou a tal ponto seu ódio que colocou veneno na bebida dele sem que ele
percebesse. O veneno não foi suficiente para tirar-lhe a vida, mas mudou a cor
de sua pele, de modo que apareceram nela manchas semelhantes às da lepra.
Levaram-no ao homem de Deus e na mesma hora recuperou a saúde, pois ao contato
com ele imediatamente desapareceram as manchas.
São Bento expulsa espírito maligno
Um dia, o demônio aproximou-se de um monge ancião
que tirava água, e apossou-se, derrubando-o por terra e atormentando-o
furiosamente. Ao retornar da oração São Bento, viu o que estava sendo torturado
com tanta crueldade, e aplicou-lhe uma única bofetada, saindo imediatamente dele
o espírito maligno e nunca mais ousando voltar a ele.
São Bento devolve a vida a um menino morto
Certa ocasião, São Bento havia saído com os irmãos
para trabalhar no campo, quando chegou ao mosteiro um camponês levando nos
braços o corpo de seu filho morto, chorando amargamente e perguntando pelo
venerável Bento. Quando lhe responderam que estava no campo com os monges,
deixou junto à porta do mosteiro o corpo do falecido filho e, grandemente
perturbado pela dor, saiu a correr em busca do venerável Pai. Naquele preciso
momento, porém, já estava regressando o homem de Deus com os irmãos. Nem bem o
avistou, o infeliz começou a gritar: "Devolve-me meu filho, devolve-me meu
filho!" Ao ouvir tais palavras, deteve-se o homem de Deus e lhe perguntou: "Por
acaso eu roubei teu filho?" Ao que respondeu: "Ele morreu, ressuscita-o".
Ouvindo isso, o servo de Deus entristeceu-se muito, dizendo: "Coisas dessas
não cabem a nós, antes são próprias de santos Apóstolos. Por que quereis
impor-nos cargas que não somos capazes de suportar?" Mas o infeliz esmagado
pela dor, persistia em seu pedido, jurando que não iria embora enquanto ele não
lhe ressuscitasse o filho. Então o servo de Deus perguntou: "Onde está ele?" Ao
que o pai respondeu: "Junto à porta do mosteiro". Chegou o homem de Deus com os
irmãos, pôs os joelhos em terra e inclinou-se sobre o corpinho do menino;
levantando-se em seguida, ergueu as mãos ao céu e disse: "Senhor, não olhes os
meus pecados, mas a fé deste homem que pede que se lhe ressuscite o filho, e faz
voltar a este corpinho a alma que dele quiseste levar". Mal havia acabado de
proferir tais palavras quando, voltando a alma ao corpo do menino, este
estremeceu de tal modo que todos os presentes puderam apreciar com seus próprios
olhos como se havia agitado com aquela sacudida maravilhosa. Bento, então, tomou
a mão do menino e o devolveu vivo e incólume ao pai.
Mortes anunciadas.
Um día exclamou: “morreu meu amigo bispo de
Cápua, por que vi que subia ao céu um belo globo luminoso”. No dia seguinte
vieram trazer a notícia da morte do bispo.
Outro dia viu que saia voando uma branquíssima
pomba e exclamou: “Seguramente morreu minha irmã Escolástica”. Os monges foram
averiguar, e realmente acabava de morrer tão santa mulher. Ele, que havia
anunciado a morte de outros, também virá a anunciar a sua.
Anuncia sua morte
São Bento
previu o dia de sua própria morte, com seis dias de antecedência, pedindo que
preparassem seu túmulo.
Últimas Palavras
Junto a seus Monges murmurou algumas poucas
palavras de pé na Capela, com suas mãos levantadas ao céu.
Assim que terminaram de preparar o túmulo, caiu
sobre o santo uma inesperada febre e em 21 de março de 547, poucos dias depois
da morte de sua irmã, Santa Escolástica, São Bento entra no céu em uma
Quinta-feira Santa, após ter recebido a Santa Eucaristia.
Suas últimas palavras foram: “Há que se ter
um desejo imenso de ir ao céu”. Tinha 67 anos.
Foi então sepultado junto com sua irmã Santa
Escolática, no local onde antes era levantado um altar a Apolo, deus pagão,
altar este que ele próprio havia destruído.
Dois de seus monges estavam naquele preciso
momento em oração, mas longe do local da morte de São Bento, e puderam ver uma
luz replendorosa que subia aos céus, quando a viram exclamaram: “Seguramente é
nosso Pai Bento, que está subindo para a eternidade”.
Que Dios nos envíe muchos maestros como San
Benito, y que nosotros también amemos con todo el corazón a Jesús.
En 1964 Pablo VI declara a san Benito patrono
principal de Europa.
A SANTA REGRA
Inspirado por Deus, São Bento, escreveu a regra de
vida para seu monges, que chamou de “A Santa Regra” e que tem
sido inspiração para muitas comunidades religiosas e monásticas. Muitos leigos
também se comprometem a viver os aspectos essenciais desta regra, adaptada as
condições da vocação laica.
A síntese da Regra é a frase: “Ora e trabalha” (”Ora
et labora") é dizer que a vida do monge deve ser contemplação e ação, como
ensina o Evangelho.
Algumas recomendações de São Bento:
·
A primeira virtude que necessita um religioso
(depois da caridade) é a humildade
·
A Casa de Dios é para rezar e não para
falar.
·
Todo superior deve esforçar-se por ser amável
como um pai bondoso.
·
O ecónomo ou quem administra o dinheiro não
deve humilhar a ninguém.
·
Cada um deve esforçar-se por ser gentil e
agradável em seu trato
·
Cada comunidade deve ser como uma boa família
onde todos se aman
·
Evite cada individuo tudo que seja vulgar.
Recorde o que dizia Santo Ambrósio: "Portar-se com nobreza é una grande
virtude".
·
O verdadeiro monge devía ser "não soberbo, não
violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não murmurador, não
fofoqueiro (… mas, sim casto, manso, zeloso, humilde, obediente...".
A Medalha de São Bento
A medalha de São
Bento não é um talismã ta nem um amuleto. É um sacramental.
E que é um
sacramental?
É um objeto que a
Igreja benze (abençoa), pedindo a Deus que derrame suas graças e bênçãos sobre
quantos o usarem com fé e devoção. A oração da Igreja é valiosa diante de Deus;
daí a procura da bênção da medalha. Esta não tem eficácia mágica nem mecânica,
mas supõe e requer a dedicação íntima ao Senhor da parte dos respectivos
usuários.
A medalha não age automaticamente contra todas as adversidades, como se fosse um
talismã ou vara mágica.
Todo cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve
carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa
fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.
O símbolo da nossa redenção, a Cruz, gravada na medalha, não tem por fim
livrar-nos da prova; no entanto, a virtude da Cruz de Jesus e a intercessão de
São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias.
A medalha de São Bento traz algumas letras, que suscitam a curiosidade do
público. Eis como se explicam:
Numa das faces da medalha aparece uma grande Cruz. Por quê?
São Bento servia-se do Sinal da Cruz para fazer milagres e vencer as tentações.
Daí veio o costume, muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.
Através dos séculos, foram cunhadas medalhas de São Bento de várias formas.
Desde o século XVII, começaram-se a cunhar medalhas, que têm de um lado a imagem
do Santo com um cálice, do qual saem uma serpente e um corvo com um pedaço de
pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento das quais São Bento
saiu milagrosamente ileso.
O outro lado da medalha apresenta uma cruz entre cujos braços estão gravadas as
iniciais C S P B; em latim: Crux Sancti Patris Benedicti: "CRUZ DO
SANTO PAI BENTO".
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais:
C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux: "A CRUZ SANTA SEJA MINHA
LUZ".
Na haste horizontal:
N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux:
"NÃO SEJA O DRAGÃO O MEU GUIA".
No alto da cruz está gravada a palavra PAX, "Paz", que é lema da Ordem de
São Bento.
As vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
A partir da direita de PAX estão as iniciais:
V R S N S M V: Vade Retro Sátana Numquam Suadeas Mihi
Vana: "RETIRA-TE, SATANÁS, NUNCA ME
ACONSELHES COISAS VÃS!"
S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas:
"É MAU O QUE OFERECES, BEBE TU MESMO OS TEUS VENENOS!"
Na outra face de algumas medalhas está representado São Bento a segurar na mão
esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges; e, na outra mão, a cruz.
Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS . IN . OBITU .
NRO . PRAESENTIA . MUNIAMUR
Em português:
"Sejamos confortados pela presença de São Bento na
hora de nossa morte".
O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de
São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande
Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!
São Bento é patrono de uma boa morte, assim como São
José.
Milagres alcançados com a Santa Medalha.
Espantoso poder de cicatrização da Medalha de
São Bento
No ano de 1665, um homem tinha no braço uma chaga grande e infeccionada, que não
cedia a remédio algum. Ocorreu então a lembrança de se colocar a medalha de São
Bento sobre o braço enfermo, juntamente com o habitual curativo. No dia
seguinte, verificou-se que a chaga estava com bom aspecto, e ao cabo de alguns
dias cicatrizou inteiramente.
Medalha de São Bento devolve saúde a doente
Ainda pela mesma época, chegou outro doente a um estado tão desesperado, que os
socorros da medicina eram impotentes para aliviá-lo. Nessa aflição, manifestou
desejo de beber um pouco de água em que estivera mergulhada a medalha, e em
breve recobrou perfeita saúde.
Incêndio é espantosamente detido
Em 1665, uma aldeia da Lorena era assolada por freqüentes incêndios; a cada dia
alguma nova casa era destruída pelas chamas, e ninguém podia determinar a causa
dos sinistros. Já doze casas tinham sido sucessivamente queimadas, quando,
desesperados, os habitantes do local foram pedir socorro a uma abadia próxima.
Deram-lhes ali algumas medalhas de São Bento, aconselhando-lhes que as
suspendessem nas paredes das casas que até então haviam sido poupadas. Os
habitantes da aldeia seguiram o conselho, e desde então cessaram os incêndios
Cura de febre quase instantaneamente
Em meados de 1843, uma jovem, atacada por uma febre tifóide, estava obrigada,
havia já uns dez dias, a permanecer sentada numa poltrona, sendo insuportável
para ela a posição horizontal do leito. Às nove horas da noite, um amigo da
família, indo visitá-la, fala-lhe nas medalhas de São Bento, e lhe deixa uma.
Nem cinco minutos se haviam passado, e já a enferma se estendia no leito, e no
dia seguinte, depois de uma noite de profundo sono, sentiu-se libertada da febre
terrível que até então resistira a todos os recursos médicos.
Medalha de São Bento acaba com alcoolismo em um lar
Em 1859, uma infeliz mulher foi comunicar seus dissabores a uma pessoa que
conhecia as virtudes da medalha de São Bento. O marido dessa mulher, trabalhador
aliás honesto, tinha contudo o péssimo costume de beber. Tudo quanto ganhavam
ambos mal chegava ao fim da semana, e reinava, naquele lar, extrema miséria. A
pessoa de que acabamos de falar deu à mulher uma medalha de São Bento e lhe
aconselhou que tocasse com a mesma a garrafa de vinho que punha à mesa ao lado
do marido, e que ela bebesse água pura. O marido, apenas acabou de beber,
exclamou: "Que vinho horroroso! Prefiro beber água! Mas deixa estar que mais
tarde descontarei isso". De fato, levantou-se da mesa, pediu dinheiro, e foi
logo para a taverna vizinha, de onde costumava voltar altas horas, sempre
embriagado. Mas quinze minutos depois entra em casa e diz à mulher: "Parece uma
conjuração contra mim; o vinho da taverna está ainda pior que o nosso". Passou
calmo a noite. No dia seguinte, e daí em diante, a água ficou sendo a bebida
habitual dele. A mulher, que era boa cristã, em breve conseguiu que ele passasse
a cumprir seus deveres religiosos.
Casa é preservada graças a Medalha de São Bento
A medalha de São Bento fora dada a uma pobre mulher que acaba de perder o
marido e desde então, por necessidade, morava só, numa casinha isolada, a alguma
distância de Rennes. A pobre viúva tinha muito medo de morar sozinha naquela
casa, e foi por isso que uma pessoa piedosa da Rennes lhe oferecera a medalha,
como penhor de proteção. Em 1862, um bandido que fora solto por já ter cumprido
sua sentença, andava percorrendo a região; teve ele a idéia de pôr fogo na
casinha, com o objetivo de atrair para ela os camponeses vizinhos; ele teria,
assim, uma boa ocasião para roubar as casas deles, que ficariam sem vigilância.
A viúva, que se achava no momento em casa de um vizinho, sente de repente uma
inquietação extraordinária, e diz que precisa retornar imediatamente à sua casa.
Lá chega depressa, e vê sair de seu pequeno estábulo uma nuvem de fumaça.
Avista, ao mesmo tempo, um homem que parecia ir fugindo pelos campos. Sem
raciocinar no que fazia, saiu correndo atrás do homem, e reconhece nele um
vagabundo que pouco antes lhe tinha pedido de beber. Ao persegui-lo, solta
gritos que despertam a atenção do sitiante vizinho. Este sai com seus empregados
e, por sua vez, reconhece no homem que fugia um malfeitor que pouco tempo antes
o atacara de noite. Não foi difícil prender o miserável e entregá-lo à justiça.
Condenado a mais catorze anos de prisão com trabalhos forçados, confessou diante
da autoridade os esforços que fizera para incendiar a casinha, e declarou que,
não tendo podido consegui-lo, atirara um feixe inflamado no estábulo e em
seguida fugira. Essa tentativa de incêndio não produziu resultado, nem no
estábulo, nem no resto da casa.
Indulgências
Em 12 de março de 1742 o Papa
Bento XIV outorgou Indulgência Plenária a Medalha de São Bento. Se a
pessoa confessa, recebe a Eucarístia, ora pelo Santo Padre nas grandes festas e
durante essa semana reza o Rosário, visita aos enfermos, ajuda os pobres, insina
a fé ou participa da Santa Missa. As grandes festas são: Natividade, Epifania,
Páscoa de Ressurreição, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus
Christi, Assunção de Nossa Senhora, Imaculada Conceição, Nascimento de Maria,
Todos os Santos e Festa de São Bento.
O Crucifixo com medalha de São Bento
O Crucifixo
da Boa Morte e a Medalha de São Bento têm sido reconhecidos pela Igreja como uma
ajuda para o cristão na hora da tentação, perigo, mal, principalmente na hora da
morte. Foi dado ao Crucifico coma medalha Indulgência Plenária.
A Indulgência plenária da Cruz da Boa Morte é para
quem realmente crê na Santa Cruz. Não será apartado de Deus e ganhará
indulgência Plenária na hora da morte. Se este se confessar e receber a Comunhão
ou pelo menos com o arrependimento prévio dos pecados, clamando o Santo nome de
Jesus com devoção e aceitando resignamente a morte como vinda das mãos de Deus.
Para a Indulgência não basta apenas Cruz, deve representar-se pelo Cristo
Crucificado. Esta Cruz também ajuda aos enfermos para unirem-se aos sofrimentos
aos de Nosso Senhor.
Fonte:
http://www.corazones.org/santos/benito.htm
Traduçao e Adaptação: (*) José Alexandre Faria (*) Nota do tradutor.
Sites para pesquisa sobre São Bento.
http://www.germoglio.com
http://pt.wikipedia.org
www.santododia.com.br
www.cademeusanto.com.br
http://www.veritatis.com.br
http://www.msbento.org.br