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“Sinais de alerta, cuidado com o álcool!”

“Se você quando vai a uma Festa que não tem álcool fica impaciente, esperando o momento de ir embora para beber, cuidado!”.

Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6.000 a.C., sendo, portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como, por exemplo, o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa

pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas em sua forma destilada. Nessa época, esse tipo de bebida passou a ser considerado um remédio para todas as doenças, pois “dissipavam as preocupações mais rapidamente que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor”, surgindo, então, a palavra uísque (do gálio usquebaugh - “água da vida”).

Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando mudança no comportamento de quem o consome, levando a dependência. É causa de inúmeras doenças que levam milhares de pessoas todos os anos à morte, inclusive por acidentes de trânsitos e pela violência.

O Ministério da Saúde apurou através de pesquisas que 27% dos brasileiros do sexo masculino tomam mais de cinco doses de bebida alcoólica por dia. A média "normal" em outros países fica entre 10% e 15%. Por que essa diferença? Porque, massacrado pela propaganda na televisão, o brasileiro é estimulado a beber o dia inteiro.

Outra pesquisa recente revelou que os jovens brasileiros estão bebendo cada vez mais cedo, sendo a cerveja que representa 61% do consumo de bebidas alcoólicas no país a principal responsável.

A sensação da perda da inibição (criar coragem), a euforia, junto com a necessidade de serem aceitos em determinados grupos, somados aos estímulos das propagandas massivas na TV, têm levado os adolescentes a consumirem álcool de forma constante. Os números são alarmantes, basta ver resultados das últimas pesquisas:

48,3% dos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos já beberam alguma vez na vida (52,2% rapazes; 44,7% moças). 14,8% bebem regularmente e 6,7% são dependentes do álcool, é um número elevado e assustador.

Observamos, principalmente nas Periferias das cidades, um número grande de bares (“botecos”), oferecendo aos adolescentes a oportunidade de beberem, mas não é só isso, o álcool é vendido em Padarias, Bancas de Jornal, Postos de Gasolina, Mercados e está à disposição principalmente em casa.

Os pais têm um papel muito importante nesta luta contra o alcoolismo, é sempre importante lembrar que somos referência para nossos filhos, e para ensinar-lhes o que é correto é preciso usar o próprio exemplo. O adolescente não se deixa levar só por conversas ou sermões, mas pelo exemplo. Infelizmente adolescentes têm experimentando álcool pela primeira vez dentro de suas próprias casas sendo este um perigoso atalho para as demais drogas.  

Sei que estou tocando em um assunto polêmico e que pais fazem na maioria das vezes “vistas grossas”, principalmente sob o pretexto de que bebem apenas socialmente.  Particularmente não foi fácil deixar o hábito da cerveja, principalmente após o futebol de final de semana, mas para trabalhar a prevenção de drogas junto aos adolescentes e em especial meus filhos foi necessário este primeiro passo.

É muito difícil para aqueles que consomem álcool constantemente, colocarem limites para o uso, pois já não conseguem diferenciar se apenas “bebem socialmente” ou se o consumo é abusivo, apesar de que fatalmente um levará ao outro. Se você quando vai a uma Festa que não tem álcool fica impaciente, esperando o momento de ir embora para beber, cuidado!.

Pesquisadores e estudiosos do problema apontam alguns sinais de alerta, é interessante observar os pontos abaixo que identificam se você passou do estágio do “social” para a dependência do álcool.

  • Ficar de pileque em toda festa a que você vai;
  • Sentir falta do álcool em situações sociais ligadas ao prazer ;
  • O fato de os outros repararem que você está se excedendo com freqüência;
  • Ingerir bebidas alcoólicas pela manhã;
  • Arrepender-se freqüentemente do que fez quando bêbado;
  • Sentir freqüentemente culpa por ter bebido;
  • Já ter-se prometido beber menos e não conseguir;
  • Esquecer do que fez na noite anterior, mesmo que os amigos lhe digam que você não apagou.

Temos recebido inúmeros pais que procuram ajuda para seus filhos se libertarem do “inferno das drogas”, mas poucos aceitam que precisam mudar seus hábitos e ou deixarem seus vícios. Alguns querem se livrar do problema, que começou justamente em casa quando pai e filho tomaram o primeiro copo (drink) juntos...

Estaremos publicando nesta Coluna, dados, orientações que nos ajudem na feliz e difícil tarefa de educar nossos filhos, aprofundando principalmente o tema da prevenção às drogas, e para isto contamos com você leitor e amigo. É preciso fazer algo de concreto, e para isso temos que nos unir: autoridades, pais, professores e todos que defendem a causa da criança e do adolescente.

Para conhecer mais sobre o tema das drogas, recomendamos o Site: www.abead.com.br: Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas.

Escreva dando sugestões, em especial se tiver experiências relacionadas a este tema: contato@projetocrescer.net .

Uma boa semana, e que Deus os abençoe...

Alexandre Faria – Fundador e Presidente da A.A.C.A. Projeto Crescer.
www.projetocrescer.net